Momento cultura, história do absinto

Calma que isso não será uma propaganda de bebida alcoólica que você vê passando por aí, eu somente introduzirei(ui) um pouco de cultura e informação a você(caro ser que está lendo esse post neste exato momento). Apesar de eu não ingerir bebida alcoólica eu farei um post contando um pouco sobre a bebida chamada de Absinto popularmente conhecida como “A Fada Verde”(que coisa não).

Antes que pergunte “Porque Fada Verde?”, irei explicar. A fada verde representa um conceito de inspiração poética e iluminação artística, um estado de espírito livre e de novas ideias. E essa liberdade de expressão era totalmente inimaginável nessa época. Para os bebedores ruins, aqueles que preferem quantidade à qualidade, o absinto é só uma bebida verde com forte teor alcoólico. Para os grandes artistas da Belle Époque em Paris era uma forma de sair dos conceitos morais e sociais impostos pelo governo na época e atingir a inovação artística.

Na Europa do início do século XX o absinto era considerado uma de droga de massas, levando a população ao alcoolismo e, segundo médicos da época, ocasionando outros problemas de saúde, inclusive mentais, tais como: epilepsia, suicídio e loucura. A bebida começou a ter conotações negativas devido à sua popularidade, apesar de não ser diferente de qualquer outra bebida alcoólica.

Em 1873, após noite de consumo de absinto, o poeta Paul Verlaine atirou em Arthur Rimbaud, seu amante na época. Van Gogh, além de suas perturbações inatas, estava sob o efeito do absinto quando cortou a própria orelha e agrediu Gauguin.

Na Suíça, acreditava-se que cerca de 40% da população adulta era dependente da “fada verde”. Em 1912, cerca de 220 milhões de litros de absinto foram produzidos na França. O consumo de absinto na França era tão elevado que a hora do consumo foi apelidada de hora verde, entre 17:00 e 19:00. La Louche é o nome do ritual tradicional para se tomar o absinto. Basicamente uma taça para absinto, uma colher de absinto que parece uma espátula e é furada, um cubo de açúcar e água gelada. Você coloca uma dose de absinto na taça e coloca a colher sobre a taça em posição horizontal. No meio da colher coloque um cubo de açúcar e pingue água gelada por cima do cubo. O efeito é lindo já que o açúcar vai infiltrando-se lentamente na bebida formando uma cor turva a sua bebida. Mas o ritual não serve só pra isso. Primeiro que o absinto original ficará com uma cor turva, fosca. Se o efeito não acontecer, tem grandes chances de o seu absinto ser uma vodka com um monte de corantes. Dizem também que os “chuviscos” de água fresca fará com que os óleo essenciais obtidos da erva se desprendam e tragam o verdadeiro efeito do absinto(Não estou ensinando a como beber e sim acrescentando informações).

Além dos males causados à saúde, o absinto foi responsável pelo aumento da criminalidade. Em 1905, Jean Lanfray assassinou sua família com uma espingarda após grande consumo de várias bebidas (entre elas o absinto). Em 1908, por plebiscito popular, foi proibido na Suíça, onde 63,5% dos eleitores apoiaram a proibição, que foi sancionada em 1910. Outros países a seguiram e, em 1913 os Estados Unidos e quase toda Europa haviam adotado a proibição. Apenas na Espanha, Dinamarca, Inglaterra e em Portugal ainda era permitido o consumo, mas só se a bebida fosse produzida com quantidade limitada de tujona.

Hoje sabe-se que os efeitos supostamente alucinógenos da bebida nunca foram comprovados e o Absinto é considerado perfeitamente normal para o consumo. Este fato levou muitos países a liberaram a produção, venda e consumo do Absinto, como vários países da Europa, Estados Unidos e Brasil.

Em 1999 no Brasil, foi trazida pelo empresário Lalo Zanini e legalizada no mesmo ano, porém teve de adaptar-se à lei brasileira, com teor alcoólico máximo de 54°GL.

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Um pobre homem que é explorado nesse site, também tem que organizar os erros que surgem como mágica e ainda postar um belo conteúdo com uma xícara de café de acompanhamento para o deleite dos leitores.