RoboCop – O pulmão de armadura

Ainda não viu RoboCop? então leia mais sobre o filme e decida se vale a pena pagar pra ver no cinema ou se  é melhor ver através de meios não tão lícitos e mais baratos…

Sei que eu não vi o primeiro filme no hype da época, mas graças ao meu pai eu vi o clássico e suas sequências e posso – pelo menos tentar- falar o que eu achei da nova versão e dar minha opinião em cima da comparação com o original. Pois bem, o novo RoboCop, conhecido também como “RoboCop do José Padilha” pelos ufanistas, conta como o detetive Alex Murphy se torna um ciborgue controlado pelas corporações e como (e por quais motivos) ele supera todas as limitações que seu cérebro controlado o impõem. Diferente do filme clássico, onde as limitações são físicas e as relações pessoais são mínimas, a nova versão do filme trabalha bem a vida pessoal do detetive e como a sua “nova forma” afeta todo o mundo ao seu redor, tornando o enredo mais crível e mais interessante. O problema é que o filme peca por duvidar do poder de raciocínio do telespectador, dando soluções burras ao invés de sacadas geniais como a demissão do vilão da OCP para que o Robozão boladão possa mata-lo.

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  O filme é razoavelmente bom e bastante divertido também, mas é também covarde, fazendo referências desnecessárias à série clássica e  não abordando profundamente nenhum dos assuntos levantados pelo enredo. Uma dica que eu dou, é não se deixar levar pelo nacionalismo ao ver o filme e assisti-lo sem tentar pegar detalhes de direção do Padilha (que ficam bem visíveis) ou referências do clássico, para que a experiência ao ver o filme seja realmente boa e que as opiniões sejam geradas de forma espontânea, e não sobre uma análise prévia sobre qualquer outro filme.

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  Resumindo, o novo RoboCop é sim um filme bom, não é pior que o clássico, só é mais indeciso e burro, e mesmo assim consegue ser muito divertido e traz o nome e o conceito do RoboCop interpretado por Peter Weller, mas com um espírito renovado e uma visão mais crítica sobre tudo, inclusive sobre como a família move a vida de um homem e de como o governo e as grandes empresas abusam de recursos pra fazer com que a vontade do povo que também é a vontade de Deus seja favorável aos seus ideais e enganam a população pra que pensem que têm o que precisam e o que querem.

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