Sessão da Tarde – Herói de Brinquero (1996)

Olá jovens pimpolhos, é em ritmo de festa, ao melhor estilo Silvio Santos em fim de domingo que declaro aberta a temporada de textos pseudo engraçados e informativos nesse site. E com esse ar nostálgico e comemorativo que trago hoje a incrível resenha de um dos “melhores” filmes natalinos que já passou pela televisão Brasileira.

No começo dos anos 90 os grandes atores, coloca grande nisso, estrelas de filmes de ação arrasa quarteirões da pesada se empenharam em mostrar que eram mais que pessoas com massas musculares de dar inveja a qualquer frango bebedor de whey que temos nas academias hoje em dia, acompanhados de grandes referencias de humor stand up eles nos brindaram com atuações hilariantes em filmes de comédia singular. Se hoje não temos a ideia do que foi o shwazeneger interpretando um homem gravido no hilariante Junior, com seu fortíssimo e característico sotaque austríaco agradeça a dublagem Brasileira que nos privou dessas perolas.

O Filme de hoje representou o fim de um temporada de humor muscular o mesmo foi subestimado e mais que na Temperatura Máxima que esqueceram de mim, o clássico Herói de Brinquedo (Jingle All the Way), acabou sendo um filme mais comum que sequencia de Sexta-feira 13 e que rendeu um processo de direitos autorias que deixaria o Roberto Carlos sem folego de tanto rir, aparentemente essa obra mercadológica foi a pá de cal na carreira de engraçadinho do nosso Mister Olímpia.

O Filme basicamente conta a história de Howard Langston (Schwarzenegger) e o carteiro Myron Larabee (Sinbad), na correria para não deixar seus jovens pimpolhos na mão no dia de natal. Altas aventuras e incríveis trapalhadas dessa dupla de pais azarados em busca do presente perfeito, isso pareceu até narração dos anos 90. O tal presente ideal era uma unidade do aclamado TurboMan (uma versão vermelha e amarela do que foi o Action Man ou o Max Steel do início dos anos 90) um herói de queixo quadrado e músculos marcados por um uniforme tecnológico que segundo o filme era personagem de um desenhos. Na vida real a produtora tentou abusar do marketing e emplacar o boneco nas lojas de brinquedos americanas, o que apressou o lançamento do filme e não deu certo.

Vale lembrar que nas terras Ianques o natal não é lá essas coisas, pra eles o importante é a ação de graças, é todo um lance de mudança de calendários, o natal é mais coisa pra criança mesmo, e para o comercio, não é à toa que até a cor da roupa do Papai Noel eles mudaram pra poder vender mais.

O Filme é repleto de humor non-sense que é todo amarrado no fato de Howard não ser um bom pai, ele acaba entrando num duelo com o carteiro Myron Larabee em corridas por corredores de loja, envolvimento com gangue de anões que contrabandeavam brinquedos e na marcante cena do desfile de Natal.

Providencialmente durante o tradicional desfile natalino, o nosso amigo Howard é confundido com o ator que faria a aparição de Turboman durante o desfile, e é “escalado” para o papel, ao saber que durante sua apresentação teria que escolher uma criança para receber um dos brinquedos, vê a oportunidade de limpar sua barra, mas o
também enrascado carteiro Myron não quer ficar para trás com o filhão e acaba roubando a fantasia de um dos vilões da apresentação. Após um período de revelações alegrias e tristezas, ambos os personagens se enfrentam e nosso querido carteiro leva a pior, como desfecho digno para toda essa trama o filho de nosso herói mostra que o que ele queria era seu pai junto a ele, e abre mão do presente. E no pano de fundo temos um vizinho que está louco pra enfeitar a testa de nosso Terminator.

Seria apenas mais um cata moedas natalino, se a Fox não tivesse sido processada em umas centenas de milhares de doletas, e por pouco que não perde, só em 2004 foi liberada das acusações de ter que pagar as custas de um processo de aproximadamente 04 milhões de dólares.

Mesmo sendo uma porcaria segundos os críticos no cinema ele teve uma boa recepção, arrecadando uma boa bilheteria, A trilha sonora é uma coletânea de versões orquestradas de temas natalinos e vocais ao melhor estilo Frank Sinatra.

Arnold fecha sua carreira no humor depois de fazer irmãos gêmeos com Danny DeVito, um tira no jardim da infância e Junior, de todos esse é o primeiro pai de família americano que fala alemão com tanta facilidade de sua carreira e pra encarnar esse personagem o Terminator encarou uma compra natalina pra viver na pele o dilema dos pais no natal e tudo isso pela quantia estimada de 20 milhões de dólares, por essa quantia eu faria até remake pornô de Conan o Bárbaro.

O filme ganha uma “continuação” em 2014, com um cara que é fera em fazer continuações ruins, Larry The Cable Guy, admito que só conhecia ele do Fada do dente 2 que por sinal achei péssimo, mas segundo o Wikipédia e o pai dos burros 2.0, é a voz do Matter do filme Carros, com isso ele já ganhou uns pontinhos.

 

 

E é nesse clima de fim de festa,por falar nisso, sei que estou atrasado pra postar mas vamos terminando e espero voltar ainda esse ano com mais um texto dessa série de inesquecíveis filmes que só lembramos quando passa na tv naquele domingo a tarde sem wifi, ou quando aparece um link aleatório no youtube. A próxima vitima é O Ultimo Dragão, então fiquem no aguardo e até a próxima.

Diego Mamut

Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, nascido homem, agora mamute, uma mescla de gostos, sons e sabores, uma poesia em forma de curvas um nerd em forma de bits, um homem em forma de pera.